Coluna Pró-Vida

 Repotabilização da Água Potável
 Análise de Água de Poço
 


Repotabilização da Água Potável Reservatórios & Saúde Pública

Esta é a nova tendência nos países europeus:

Segundo José Eduardo W. de A . Cavalcanti, coordenador da Divisão de Engenharia Sanitária do IE, nos países industrializados, outros agravantes figuram, além da escassez da água, uma vez que a esta ainda sofre um processo de poluição e contaminação devido ao lançamento de esgotos sanitários e efluentes industriais "in natura" ou "parcialmente tratados".

São "parcialmente tratados" os esgotos e efluentes industriais que, embora lançados aos corpos de água em conformidade com os padrões das legislações locais, ainda mantêm substâncias que nem o processo natural de autodepuração dos cursos d'água é capaz de metabolisar. Tais são, por exemplo, os produtos farmacêuticos, incluídos nestes os hormônios e antibióticos usualmente componentes de esgotos sanitários.

Quando a água é captada para fins potáveis, os processos convencionais de tratamento de água também não são capazes de eliminar tais substâncias, cuja ação no organismo humano pode causar sérios danos à saúde, imprimindo doenças crônicas por ingestão.

Desta forma, nossas fontes de água potável estão se deteriorando rapidamente, dado ao crescimento populacional, aliado ao aumento das atividades industriais e, também, agrícolas nos países industrializados.

Tem se tornado um consenso entre as autoridades sanitárias dos países desenvolvidos: o aprimoramento das tecnologias de tratamento de água para o abastecimento das populações, através do emprego de técnicas apuradas de filtração, envolvendo sistemas que utilizam carvão ativado, ultrafiltração, osmose reversa e desinfecção com ultravioleta.

Além disso, com a expansão das redes de distribuição, cresce o risco de rompimentos por desgaste, acidentes ou ligações clandestinas. Todas estas ocorrências podem gerar contaminações na água a ser consumida e que, muitas vezes, sem tempo para constatar, acabamos ingerindo.

Temos ainda, a higienização dos reservatórios. De inteira responsabilidade do consumidor, sem dúvida é o maior vilão para que bebamos água fora das condições previstas na Portaria n°518 do Ministério da Saúde, que legisla sobre padrão de potabilidade.

Reservatório sujo é um criatório de bactérias e outros microorganismos causadores das mais diversas doenças. É de extrema importância lavar o reservatório numa periodicidade mínima de 6 meses, acompanhar o serviço de lavagem e fazer a adequada análise de água para atestar as reais condições de consumo, nunca esquecendo que Certificado de Limpeza não é Laudo de Laboratório.

As alternativas são: contratar o serviço de limpeza que já inclua o fornecimento de um Laudo de Análise vindo de laboratório especializado ou contratar diretamente o laboratório para a realização da análise após a higienização do reservatório.

Com estes riscos batendo a sua porta, a repotabilização através de um bom equipamento de purificação de água, faz-se necessária. Já existem no mercado equipamentos de Osmose Reversa para uso doméstico. Embora ainda estejam com preço alto para aquisição, possuem baixo custo de manutenção e oferecem muita segurança para o consumidor. Um equipamento destes é capaz de reter fluoretos, cloretos, sólidos dissolvidos, sólidos suspensos e metais pesados; sendo que, por possuir filtro microbiológico(0,2mm), retem coliformes e outros organismos prejudiciais à saúde.

 


Análise de Água de Poço

A análise de água de poços artesianos para verificação das condições de potabilidade, ganhou caráter de essencialidade.

Com o crescimento populacional e a conseqüente expansão dos municípios, ocorre também o incremento industrial e a necessidade de adaptações dos terrenos vizinhos para disposição de resíduos e lixo público.

Mesmo que existam legislações claras e punitivas, ainda temos pessoas sem a consciência necessária para preservar o ambiente, ignorando que dele é tirado o alimento básico para a vida: a água.

O metabolismo natural no solo, não consegue eficiência com grande quantidade de metais pesados e resíduos dispostos de forma irresponsável sobre os terrenos. Com as chuvas, estes resíduos são arrastados às camadas mais profundas proporcionando alto risco de contaminação dos mananciais subterrâneos de água.

Embora no Rio Grande do Sul, esteja proibida a utilização de água de poço onde exista água tratada pelas concessionárias, ainda existem muitos poços sendo utilizados em residências particulares, em condomínios residenciais e comerciais, e até em Hospitais. Nestes casos o risco é grande e as análises de água em Laboratórios especializados é de vital importância.

Por exemplo: se um posto de combustíveis apresenta vazamento nos tanques de armazenamento, pode contaminar um poço próximo com hidrocarbonetos e metais pesados, causando intoxicações a quem consome esta água. Aparentemente pode-se pensar que isto se trata de um posicionamento preventivo; também. Casos como este já aconteceram e contaminação de poços com resíduos de diversas origens, infelizmente continuam ocorrendo.

O consumo de água de poços artesianos, para fins de consumo humano, é inevitável, e sua utilização está cada vez mais vinculada a um tratamento mínimo(microbiológico); e, dependendo de sua proximidade em relação às regiões metropolitanas, um tratamento mais avançado.

Cabe lembrar que os poços artesianos devem ser muito bem construídos, com manutenção periódica e análise de água freqüente, pois mesmo afastados dos grandes centros urbanos podem apresentar contaminações por má construção ou contaminações naturais não detectadas numa prospecção prévia.


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